O Que Fazer Nordeste de Amaralina

A guerra que enxuga gelo: a nossa segurança vai muito além de partido e estatística

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Uma guerra sem fim e que sempre cobra a conta do morador que não se envolve em nada. Quando um inocente morre por conta desse sistema, não é apenas a família dele que perde. A comunidade inteira perde junto, pois esse morador se torna o retrato da impunidade, da revolta e da negligência do Estado com o Nordeste de Amaralina.

Essa política de enxugar gelo já provou que não adianta. Fazer protesto, manifesto e gerar compartilhamento nas redes sociais é um reflexo da nossa dor, mas não vai mudar a realidade sozinho. A estrutura que está aí, infelizmente, foi desenhada para permanecer do mesmo jeito.

É preciso um trabalho real na base, focado nas crianças e nos adolescentes que estão crescendo nas nossas ruas. Faltam oportunidades para que os pais consigam dar condições de vida melhores aos filhos. Falta formação e ocupação da mente através da educação e do esporte. O Nordeste de Amaralina tem potencial e várias iniciativas locais, mas os governantes e representantes insistem em não enxergar. A própria comunidade não pode mais aceitar a politicagem de pão e circo. A gente não vive só de festa. É necessário cobrar e apresentar soluções, porque para o sistema lá de fora, o caos aqui dentro acaba sendo tratado como um mal necessário.

Nessas horas, sempre aparecem os juízes da internet, que não vivem a nossa realidade, para comentar “faz o L”, “faz o J” ou discutir lado político, apontando o dedo como se a culpa de tudo fosse do próprio morador. É urgente ter a consciência de que a nossa falta de segurança vai muito além de qualquer sigla partidária. O abandono do nosso território é um problema histórico, cravado desde a fundação do bairro.

Se a gente não acordar e lutar como comunidade pela nossa melhoria, o próximo alvo pode ser você ou um ente querido. Desde o caso do menino Joel, ano após ano, nós continuamos perdendo inocentes para esse sistema. O que todos eles têm em comum? Se tornaram apenas mais um número nas estatísticas e nada foi feito. A paz que a gente tanto deseja não vai chegar sozinha, e é triste conviver com a sensação de não termos esperança de que isso mude sem a nossa própria força.